Simpósio Educadores 2005

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2º Simpósio Educação 2007
26 de January de 2015
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Simpósio Educadores 2005

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Simpósio Educadores 2005

SÃO PAULO-AUDITÓRIO DA TV CULTURA

 

O I° Simpósio aconteceu em 2005, tendo o Educador como centro de atenção. Abordamos a educação como processo de desenvolvimento humano e conversamos juntos sobre as possibilidades de ser e fazer em cada escola.

 Enfatizou-se a relação do Educador consigo mesmo, sua auto-estima e seu saber, sua relação com o sistema, o porque das dificuldades nas relações interpessoais e seus problemas em lidar com um público cada vez mais complexo e carente de valores humanos. E o que é mais importante, trazendo “o como” mudar.

Cada participante trouxe um tipo de material escolar que foi doado para creches municipais da Prefeitura de São Paulo e os inscritos receberam um Certificado de Participação.

Sobre o tema Autoritarismo na Educação: 

 Conclusões:

– Houve um desabafo concordante e sincero de todos os integrantes, concluindo que:

– Reproduzimos relações autoritárias.

– Partimos de uma premissa errada: “a escola é uma bagunça”, “a escola precisa de direção  que mande”.

–  Alternativa:

– Fazer pactos para participação.

– Coordenar conjuntamente.

– A dicotomia não está no público/privado mas, o grupo quis localizar onde está a escola num esforço para situar a questão.

– Trabalhar a tendência autoritária que possa existir em cada um.

 Sobre o tema Violência e Exploração:

 Conclusões:

– Realidade da violência dos alunos: armas,drogas e indisciplinas.

– Dificuldade dos alunos serem ouvidos pelos professores.

– Professor se compromete mais em dar informação e as questões de relação ficam em cargo da coordenação.

– Os alunos repetem na escola a violência que trazem de fora.

 Alternativa:

– Relevar e validar as iniciativas de algumas pessoas – ….. de melhor convivência.

– Se as pessoas se tornam violentas estão expressando algo que precisamos investigar o que  é.

– Preparar os educadores para conhecer melhor quais seus problemas com a própria violência  e como lidar.

– Instruções pessoais e familiares, palestras, etc.

 Sobre os temas Inércia e Burocracia:

– Inércia desresponsabiliza.

– Inércia aliena, desrespeita.

– A burocracia e a regulamentação da inércia.

–  Alternativa:

– Conhecimento de si com desenvolvimento da responsabilidade sobre si mesmo e da responsabilidade do pessoal no entorno.

– Diálogo na relação professor-aluno.

– Espaço para auto-questionamentos e reflexões.

 Sobre o tema Mente Repressiva:

 Conclusões:

– Necessidade no ensino médio e fundamental, de 1 policial e 1 psicólogo.

– Cuidado com a imposição de idéias.

– Cuidado com atitudes como: “esculhambar o outro com sorriso na cara”.

– cuidado com a justiça que castiga, e não educa.

– São Paulo tem razão, mas não explicita.

– É preciso  aprender com eles, alunos.

– É muito grande a cobrança sobre os professores: pais, direção, porém não se investe em  prepará-los para isto.

– Trabalho com o conteúdo principalmente.

-Existência do estigma: “Professores não gostam de alunos inteligentes” (criam conflitos, questionam, professores despreparados.

–  Alternativa:

– Auto-conhecimento,

– Incluindo espiritual (não doutrinário).

Porque a educação não está contemplando o desenvolvimento  total do ser humano.

– A dificuldade está em formar o individuo feliz, e não está sozinho nisso.

– As outras instituições.

– A formação sem a informação.

– Péssimas condições de trabalho.

– Escola perpetuar valores de classe dominante.

– A inclusão de todos.

–  Alternativa

– Formação do educador como ser humano diferenciado

– ……….. arte, dança para professores e alunos para abrir o sentir

– Facilitar o aprendizado do auto-conhecer-se.

– Sair da repetição das informações e criar habilidades para lidar com relações.

– Escola SAT é início do caminho

– Mudar de dentro para fora

– Usar a autonomia que o professor tem em sala de aula, para viver os conflitos do cotidiano como oportunidades.

 Tema: Como se sentem os educadores no final do Simpósio:

– O sentimento geral é de entusiasmo e de caminhos abertos para as mudanças.

Tema: Como percebem a utilidade do I Simpósio:

– “O sentimento de ter chegado a um lugar novo, adquirindo novas ferramentas. Algo concreto e real para a transformação da educação”.

– “Um lugar, como um OÁSIS, para os professores que são tão largados pelo sistema. Agora, sentem-se ouvidos realmente e estão muito otimistas”.

– “Existem terapeutas para diferentes áreas e agora tem também para professores”.

  Sentem-se amparados em seus dilemas; “Agora tenho uma esperança. Me ajudou a redefinir minha profissão como pedagogo e professor de educação física”.

Tema: Críticas ao I Simpósio:

  Conclusões, alguns depoimentos e síntese de depoimentos:

– Não há críticas, apenas a observação do interesse demonstrado com a permanência até  o fim, de praticamente todos os participantes e a referência de que o Simpósio deveria ser realizado para um número maior de educadores.

– “Um marco”, ” Vivenciar que a realidade é esta, uma verdadeira transformação. Longe da  teoria. O SATeduc é a transformação que tanto queremos”.

– “Tudo na natureza tem um tempo, todos temos a sua hora, e essa pode ser a minha. Saio com satisfação, alimento da alma”.

– “Existe a resistência, porém vi que preciso aprender mais, sei muito pouco de mim.  Resgate do emocional e do espiritual; “Tenho vontade de fazer uma coisa que eu critiquei a  muito tempo, “religião”. Percebo que não dá para abandonar. Eu preciso das duas coisas; da ciência e da religião”.

  “Estava pronta a desistir. Venho me arrastando. É uma viagem que tenho que fazer: a  busca de mim mesma”.

    LOCAL-AUDITÓRIO DA TV CULTURA

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